Metodologia Editorial
Como organizamos, avaliamos e classificamos a evidência científica sobre peptídeos.
Hierarquia de evidência
Nem todo estudo tem o mesmo peso científico. Adotamos a hierarquia padrão da medicina baseada em evidências:
- Meta-análises e revisões sistemáticas — combinam resultados de múltiplos estudos. Maior nível de evidência.
- Ensaios clínicos randomizados (RCT) — padrão-ouro para testar eficácia em humanos.
- Estudos de coorte — observacionais, mas com longo acompanhamento.
- Estudos caso-controle — observacionais, retrospectivos.
- Estudos animais — sugestivos mas não conclusivos para humanos.
- Estudos in vitro — exploratórios, não devem ser extrapolados para humanos.
Classificação de benefícios
Cada benefício é classificado em três níveis claros:
✓ Comprovado
Existem múltiplos ensaios clínicos randomizados em humanos, ou meta-análises, demonstrando o benefício de forma consistente. Geralmente o composto tem aprovação regulatória para essa indicação.
Exemplo: Semaglutida para perda de peso (estudos STEP, milhares de participantes, aprovação FDA/ANVISA).
◐ Em pesquisa
Existem evidências preliminares (estudos clínicos pequenos, fase 1/2, ou estudos animais robustos) que sugerem o benefício, mas não há confirmação definitiva em humanos.
Exemplo: SS-31 para função mitocondrial em insuficiência cardíaca (estudos de fase 2/3 em andamento).
○ Não comprovado
Alegação popular sem suporte científico adequado, ou apenas com evidência muito fraca (anedótica, in vitro, ou contradita por estudos melhores).
Exemplo:BPC-157 para "curar qualquer lesão" (zero estudos clínicos em humanos publicados).
Status da pesquisa
Indicamos em que fase de desenvolvimento clínico cada composto se encontra:
- Pré-clínico: Apenas estudos in vitro ou animais.
- Fase 1: Primeiro teste em humanos, foco em segurança e dosagem (poucas dezenas de participantes).
- Fase 2: Eficácia inicial em humanos (centenas de participantes).
- Fase 3: Eficácia confirmada em larga escala (milhares de participantes).
- Aprovado: Recebeu aprovação de pelo menos uma agência reguladora (FDA, EMA, ANVISA, etc.).
Internet vs. Ciência
Para cada peptídeo popular, identificamos as alegações mais comuns encontradas em redes sociais, fóruns e sites de biohacking. Cada alegação é confrontada com a evidência científica disponível e recebe um veredicto:
- Verdadeiro: A alegação é apoiada por evidência científica sólida.
- Parcial: Há um núcleo de verdade, mas a alegação é exagerada ou descontextualizada.
- Falso: A alegação é contraditada pela evidência ou é fisiologicamente implausível.
- Incerto: Não há evidência suficiente para confirmar ou refutar.
Fontes
Priorizamos as seguintes fontes, em ordem de confiabilidade:
- PubMed — base do NIH com artigos científicos revisados por pares.
- Cochrane Library — meta-análises e revisões sistemáticas.
- FDA, ANVISA, EMA — comunicações oficiais de agências reguladoras.
- ClinicalTrials.gov — registro internacional de ensaios clínicos.
- Periódicos de alto impacto — Nature, Science, NEJM, Lancet, Cell.
Não usamos como fontes primárias: blogs de influenciadores, sites comerciais que vendem peptídeos, fóruns ou posts em redes sociais.
Atualização contínua
A ciência avança. Cada peptídeo do nosso catálogo tem uma data da última atualização. Quando novos estudos significativos são publicados, atualizamos a entrada correspondente. Quando uma nova alegação viraliza na internet, adicionamos à nossa seção de fact-check.
Compromisso com a transparência
Não vendemos peptídeos, nem somos pagos por fabricantes para promover produtos específicos. Nossa monetização futura virá de parcerias com clínicas médicas legítimas (lead generation para profissionais que prescrevem peptídeos sob supervisão médica adequada).